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Amazonas

Omar rebate ameaças à ZFM: ‘ele tem que se mancar e comprar vacina’

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As ameaças à Zona Franca de Manaus (ZFM) feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em uma live na noite de ontem (21), foram entendidas pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD) como uma reação do chefe do Executivo Federal sobre os levantamentos feitos na investigação até agora.

“Quando alguma coisa nos incomoda, você reage. Então é uma reação. Você só reage se tiver alguma coisa te incomodando. Se não estiver te incomodando não reage”, falou o senador.

Omar disse que tem sido, diariamente, vítima de ataques nas redes sociais, mas afirmou não se incomodar com a ameaças feitas desde que o ataque “não seja direcionado ao povo do Amazonas”. Aziz disse que as ofensivas também são direcionadas a Eduardo Braga (MDB), membro titular da comissão e membro da bancada amazonense.

A live presidencial

Durante a transmissão da live presidencial, Bolsonaro fez a seguinte colocação: “senador Aziz, aquele que fala tanto aí na CPI… Senador Eduardo Braga, imagine aí o Estado [do Amazonas] sem a Zona Franca de Manaus”.

“O presidente pode me ameaçar, ameaçar o Eduardo, mas ameaçar o povo do Amazonas a troco de quê? Ele que venha para cima de mim, como já estão. Eles me agridem diariamente nas redes sociais. Ele tem todo direito de me ameaçar, isso ele pode fazer a hora que quiser (…) mas e a economia do Amazonas e o povo? Ele tem que se mancar e comprar vacina”, retrucou Aziz.

O senador também fez críticas sobre Bolsonaro aproveitar o momento de ataque à ZFM para, mais uma vez, deixar escancarado que, no Amazonas, mantém apoio ao ex-candidato a prefeito e ex-superintendente da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes (Patriota) e que, ao que tudo indica, é um dos principais candidatos bolsonaristas ao Senado que já foi bloqueado no Twitter de Omar após trocadilho com a sobre a Operação Maus Caminhos.

“Esse é o nível de pessoas que ele apoia aqui. [Os que agem com] truculência, ameaças e [são] pseudos-honestos”, disse Omar.

“Talvez agora o Amazonas saiba muito bem quem é o presidente e não fique aí fazendo onda. Acho que a população fica cada vez mais aberta para que tipo de governante nós temos”, concluiu Omar.

Texto: Giovanna Marinho