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Política

Wilker lamenta decisão do STJ em adiar julgamento da denúncia contra o governador Wilson Lima

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Em Sessão Ordinária híbrida da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) desta terça-feira, 29, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) lamentou a decisão do pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em retirar de pauta o julgamento de admissibilidade ou não da denúncia contra o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), previsto para esta quarta-feira, 30. Para o parlamentar, a decisão pelo adiamento na avaliação da denúncia é uma notícia triste para a sociedade amazonense.

Em seu pronunciamento, Barreto deixou claro o incômodo com a medida da Corte superior e aproveitou para criticar o comportamento da Casa Legislativa em não avançar nas investigações contra o Chefe do Executivo.

“O Amazonas recebeu a notícia do adiamento da denúncia do governador Wilson Lima com muita tristeza, em qualquer canto da cidade ou do estado, o sentimento de tristeza é claro no semblante. Fico mais triste ainda quando eu vejo a conivência e a leniência desta Casa que se recusa a avançar para tirar o chefe de quadrilha do cofre público”, ponderou Wilker.

É a segunda vez que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Wilson Lima e mais 15 pessoas, pelo suposto envolvimento em esquema de corrupção na compra superfaturadas de ventiladores inadequados durante a pandemia do novo coronavírus, é retirado da pauta. Inicialmente, o julgamento estava marcado para o dia 2 de junho, mas foi adiado por conta de novo desdobramento da Operação Sangria, da Polícia Federal. Remarcado para esta quarta (30), o processo foi retirado de pauta às vésperas da análise.

O deputado fez um apelo para que a sociedade amazonense cobre um posicionamento mais firme e ações da Casa Legislativa diante de um governo envolvido em escândalos de corrupção. “Precisamos que a sociedade se envolva num processo limpo e democrático para que pressione a Assembleia Legislativa a tomar as devidas providências, senão estaremos entregando o nosso Estado a organizações criminosas que estão aí para roubar o dinheiro do contribuinte”, cobrou Barreto.