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Política

Deputado propõe CPI da Asfixia para apurar responsabilidades sobre caos no Amazonas

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O deputado estadual Delegado Péricles (PSL) propôs, na manhã desta terça-feira (6), a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Asfixia na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). De acordo com o parlamentar, a propositura visa investigar de forma mais específica um fato determinado: a falta de oxigênio na rede de saúde do estado em janeiro deste ano, viabilizando de forma efetiva a responsabilização dos culpados pelo caos que resultou em centenas de mortes. Péricles, que também assinou a CPI da Pandemia, defende várias frentes de investigação e afirma trabalhar para evitar impedimentos quanto ao objeto de comissões da Casa.

“Entendo que precisamos ter fato determinado mais específico no momento. Uma CPI precisa de um fato determinado que justifique seus trabalhos e a minha intenção ao propor a CPI da Asfixia é que o fato mais grave do nosso estado este ano seja foco das investigações de uma Comissão. A falta de oxigênio é fato que, inquestionavelmente, precisa ser apurada. Os culpados por tantas mortes decorrentes da falta de oxigênio precisam ser responsabilizados. A população merece isso”, afirmou o deputado, ao explicar motivos de propor nova CPI.

Segundo Péricles, mesmo reforçando a existência de pontos que possam gerar contestações futuras de objeto na CPI da Pandemia, não irá retirar sua assinatura por entender que quanto mais frentes de investigação houver no Parlamento, melhor para a população, que tem o papel do Legislativo cumprido na essência da sua função.  “É nosso papel investigar, algo sério. É o que eu faço: investigo o Executivo, de forma isenta, séria. É o que eu estou propondo continuidade por meio da CPI da Asfixia”, continuou.

Quanto às observações sobre a CPI da Pandemia, Péricles reforçou receio por avaliar que o objeto proposto segue mesma linha da Comissão já instalada em 2020, da qual ele foi presidente. Além disso, o deputado entende que a não citação da falta de oxigênio deixaria fora do foco um dos fatos mais graves relacionados à segunda onda no Amazonas. “Eu assinei a CPI da Pandemia e seguirei lá. No entanto, precisamos de todas as formas evitar novos impedimentos sobre os trabalhos. Precisamos resguardar nossa função de fiscalizar, sempre muito embasados tecnicamente”, concluiu.

Péricles presidiu a CPI da Saúde, instaurada em maio de 2020, e encerrada em setembro do mesmo ano, depois de não conseguir prorrogação. Após encerramento dos trabalhos, a Comissão entregou relatório a órgãos de controle, documento que desde então tem sido fundamentação de operações policiais e ações de Poderes.