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Internacional

Presidente do Haiti é assassinado a tiros dentro sua casa

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Presidente do Haiti, Jovenel Moïse

A informação foi dada pelo o primeiro-ministro interino Claude Joseph em um post publicado nesta quarta-feira (7)

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado na noite desta terça-feira (6), em sua casa, na capital do país, Porto Príncipe.  A informação foi enviada pelo primeiro-ministro interino Claude Joseph, nesta quarta-feira (7).  Segundo informações um grupo de indivíduos não identificados atacou a residência particular do presidente haitiano durante a noite e o matou a tiros, a primeira-dama também ficou ferida e está em cuidados médicos.

O Primeiro Ministro ainda pediu calma à população. “A situação de segurança no país está sob o controle da Polícia Nacional do Haiti e das Forças Armadas do Haiti”, informa o comunicado.

Problemas institucionais

A  crise política do Haiti se iniciou eleição presidencial passada, realizada em 2015.  As eleições de 2015 terminaram com a vitória de Moïse no primeiro turno, mas a votação foi cancelada após denúncias de fraude. Ele foi declarado vencedor na eleição um ano depois, o atual presidente assumiu o cargo em 7 de fevereiro de 2017.

O “atraso” no início do mandato, entretanto, causou uma controvérsia constitucional: Moïse diz ter direito a um mandato de 60 meses, enquanto a oposição afirma que o presidente teria que sair do poder no domingo passado, cumprindo o prazo referente à eleição de 2015.

No entanto, o Conselho Superior Judicial do Haiti determinou o fim do mandato de Moïse. Na resolução, o conselho se declarou “extremamente preocupado com as graves ameaças resultantes da falta de um acordo político ante a expiração do mandato constitucional do presidente”.

Desde janeiro de 2020, o Haiti não tem um Parlamento em funcionamento, de modo que o presidente governa por decreto, o que aumenta a desconfiança do povo. “A democracia está ameaçada e o Estado de Direito está em perigo”, afirmou André Michel, porta-voz do Setor Popular Democrático, partido de esquerda do país.

Foto:REUTERS
Fonte: Rede Brasil Atual