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Fatores genéticos aumentam risco de casos graves de Covid-19, revela pesquisa

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Cientistas identificam 13 partes do genoma que podem estar associadas ao risco de infecção

Fatores genéticos aumentam risco de casos graves de Covid-19. Foto: Ney Douglas

Cientistas identificaram 13 partes do genoma humano que podem estar associadas ao risco de infecção pelo Sars-CoV-2, coronavírus que causa covid-19. A pesquisa foi feita por cerca de 3.300 integrantes do projeto Covid-HGI (Covid-19 Host Genetics Initiative, rede que reúne dezenas estudos realizados em todo o mundo). Os pesquisadores buscaram determinar o motivo pelo qual alguns infectados evoluíam para quadros graves de covid-19 enquanto outras apresentavam apenas sintomas leves. O estudo foi publicado na quinta-feira 8 na revista científica Nature. Eis a íntegra, em inglês (10 MB). O grupo analisou dados de aproximadamente 50.000 pessoas que contraíram a doença e 2 milhões de não infectados, que compuseram o grupo de controle. “A maior importância da pesquisa é mostrar que existe um mecanismo genético e que ele fará diferença no curso da doença”, declarou um dos coordenadores do grupo, Mark Daly, do Instituto Broad, nos Estados Unidos. “Não sabemos quais são os genes envolvidos, mas já podemos afirmar que existem pessoas geneticamente mais suscetíveis. E essa suscetibilidade pode não ser evidente, a não ser que a pessoa seja exposta ao coronavírus.” Das 13 regiões do genoma relacionadas à doença, 6 não estão ligadas a qualquer outra enfermidade específica. Ainda assim, algumas já foram associadas ao câncer de pulmão e à fibrose pulmonar. A maioria das zonas abriga genes ligados ao sistema imunológico. Nove das regiões identificadas têm relação com a gravidade da covid-19. Uma está localizada no cromossomo 19 e, segundo a pesquisa, o fator mais provável é mutação no gene TYK2, que ajuda na regulação do sistema imunológico. Alterações nesse gene estão ligadas ao desenvolvimento de doenças autoimunes e tuberculose. Apesar do estudo ter sido realizado com dados majoritariamente da Europa e da América do Norte, uma das variações destacas é encontrada com maior frequência nas populações asiática e latina. Essa mutação está presente no gene FOXP4 e é relacionada ao câncer de pulmão.

Fonte: Agora RN