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Mãe que tentou enforcar filha com cinto é encontrada morta

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A mãe de 25 anos que ameaçou enforcar e matar uma bebê com um cinto, foi encontrada morta na última quarta-feira (07). O Conselho Tutelar da Serra e a polícia civil confirmaram que ela tirou a própria vida.

A mulher foi presa nesta terça-feira (06), após denúncias de maus-tratos e agressão, mas foi liberada logo em seguida. Um vídeo gravado por ela registra o momento em que coloca o cinto no pescoço da filha de apenas oito meses, no bairro Feu Rosa, na Serra.  

As imagens são fortes e circularam nas redes sociais, causando revolta. A avó da bebê e mãe da agressora conversou com a TV Vitória / Record TV antes da morte da filha. “Minha filha está com depressão muito avançada. Ela não está bem. Minha filha era uma menina alegre, só vivia cantando dentro de casa, com as crianças”, disse sem se identificar. 

Após a repercussão do vídeo, o Conselho Tutelar da Serra recebeu a denúncia de maus-tratos e acionou a Polícia Militar. A mulher foi localizada e encaminhada pelos policiais para a Delegacia Regional do município.  

“Nós recebemos o vídeo e vimos que se tratava de uma casa que tínhamos acabado de sair. Acionamos o 190 e fomos para a delegacia. Lá foram feitos todos os procedimentos e a avó se prontificou em ficar com os netos”, explicou a conselheira. 

Para o Conselho Tutelar, a mulher explicou que gravou o vídeo porque estava prestes a ser despejada de casa por não pagar aluguel. Ela explicou para o Conselho que estava passando por problemas financeiros e psicológicos.

Segundo familiares, o intuito das imagens era cobrar o valor do pai do neném, que está trabalhando no interior do Estado e não enviou o dinheiro do aluguel há pelo menos dois meses. 

“Ela ligou para o pai, pedindo para ele mandar o dinheiro do aluguel. Quando ela trabalhava, ela pagava o aluguel e nunca deixou atrasar. Ele inventou que não recebeu o pagamento”, lembrou a avó. 

A avó da criança destacou ainda que a filha tinha se arrependido. “Ela falou que errou e vai ter que pagar. Ela chorou muito e disse: “Meu Deus, o que fiz com mina vida”, lembrou. 

A bebê e os outros dois irmãos, de seis e quatro anos, ficarão sob a guarda da avó materna. “Eu vou ficar responsável pelas crianças. Minha filha vai precisar de um tratamento”, finalizou, sem imaginar o que estaria para acontecer com a filha. 

Fonte: Folha Vitória