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Raio-X da Libertadores: adversários dos brasileiros estão reforçados e com elencos reformulados

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Os apaixonados por futebol não ficarão abandonados após o fim da Copa América e da Eurocopa. Nesta semana, a Libertadores está de volta — e com brasileiros! Quem abre as oitavas de final é o Fluminense, que enfrenta o Cerro Porteño, às 19h15, em Assunção, no Paraguai, e será o primeiro a desafiar a principal armadilha desta fase: a incógnita sobre como estão os adversários.

A última partida da fase de grupos da Libertadores aconteceu em 27 de maio, há quase dois meses. De lá para cá, a maioria dos torneios da América do Sul se encerraram e as equipes entraram de férias. O Cerro Porteño mesmo não entra em campo desde 28 de maio e tem mantido o condicionamento físico com amistosos de pré-temporada.

Para as oitavas, os paraguaios estão reforçados. Ou seja, terão uma equipe totalmente diferente da que ficou em 2º lugar no Grupo H. Os principais reforços são os meias Luis Fariñas, ex-Benfica, que assumiu a camisa 10, e Rafael Carrascal, que disputou a primeira fase pelo América de Cali.

Porém, perderam o lateral-esquerdo Arzamendia, jogador de seleção negociado com Cádiz, e o meia Ángel Lucena, principal jogador da equipe, que lesionou a panturrilha durante a Copa América. A diretoria do Cerro Porteño se movimenta nos bastidores para que sua torcida marque presença no primeiro jogo contra o Fluminense.

Argentinos se dividem

Também hoje, o Atlético-MG entra em campo para enfrentar o Boca Juniors, às 19h15, em La Bombonera. Mesmo líder geral da fase de grupos, o Galo não escapou de uma pedreira, mas não é motivo para pânico. Isso porque os argentinos passaram por uma reformulação no elenco e estão longe de ser bicho papão.

A tendência é que só três dos 11 jogadores titulares na última partida dos Xeneizes, em 31 de maio, iniciem o duelo: o goleiro Rossi, o zagueiro Izquierdoz e o atacante Sebastián Villa. Ao todo, o Boca negociou nove atletas e contratou cinco para a Libertadores.

Os mais conhecidos que deixaram o clube são Mauro Zárate, Ramón Ábila, Andrada e Nicolás Capaldo, todos negociados. Carlos Tévez se aposentou. Já Buffarini, Soldano, Mas e Jara não renovaram contrato.

Em contrapartida, o Boca foi no mercado interno buscar reposições e encontrou no Huracán o meia Rolón e o atacante Briasco, além de solicitar o retorno do lateral Weingandt, junto ao Gymnasia, e a subida ao profissional do jovem Valentín Barco, de 16 anos, que atua como lateral-esquerdo.

No outro duelo entre Brasil e Argentina, São Paulo e Racing irão se enfrentar pela terceira vez nesta Libertadores. Curiosamente, os argentinos foram contra a maré e fizeram poucas mudanças no elenco.

A base segue a mesma que enfrentou o tricolor paulista na fase de grupos. Houve a saída do experiente volante Marcelo Díaz, que foi para o Libertad, mas o Racing contratou o chileno Pablo Galdames, de 24 anos, que é visto como uma joia do futebol sul-americano. Também trouxe de volta o atacante Lisandro López, um ídolo recente do clube.

Já o Flamengo contou com a “ajuda” do River Plate. Apesar de estar vivendo momento conturbado, com direito a demissão de Rogério Ceni e contratação de Renato Gaúcho, não se compara ao Defensa y Justicia, atual campeão da Sul-Americana e Recopa, que perdeu os seus dois principais jogadores.

No mês passado, o River pediu a volta do volante Enzo Fernández seis meses antes do término do empréstimo. Também precisando de um atacante após a saída de Rafael Borré para o futebol alemão, a solução foi contratar Braian Romero, principal atacante do adversário do Flamengo.

Por outro lado, o Defensa y Justicia acertou a contratação de Lucas Barrios, ex-Grêmio e Palmeiras. A chegada foi um pedido do técnico Sebastián Beccacece, que eliminou o rubro-negro da competição em 2020, quando comandava o Racing. O duelo acontece nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Norberto Tomaghello, em Buenos Aires.

— Vamos jogar contra o time mais poderoso da América do Sul. A edição que antecedeu a última Copa, foi o campeão. Ganharam o Brasileiro. Agora vão ter altos e baixos porque cinco ou seis jogadores estavam com as seleções, mas todos estarão contra nós. É um desafio difícil, mas lindo. Vamos enfrentá-lo com a mentalidade de que é possível — afirmou o treinador.

Reformulação e austeridade

Por fim, Palmeiras e Internacional, que enfrentam Universidad Católica e Olimpia, respectivamente, observam os adversários terem medidas diferentes no mercado. Enquanto os chilenos mantiveram a base, os paraguaios reformularam o elenco devido a crise.

Na Universidad Católica, a notícia ruim é que o goleiro Matías Dituro, um dos destaques da equipe, está de malas prontas para defender o Celta de Vigo. A boa é que conseguiram mudar o local da partida para o San Carlos de Apoquindo e não mais no Nacional. O pedido foi feito pelos mandantes, já que não haverá público.

Já o Olimpia, que não entra em campo desde 30 de maio, pelo Campeonato Paraguaio, vive uma grave crise financeira, o que fez com que o elenco passasse por uma reformulação. Jogadores com maiores vencimentos foram desligados, sendo substituídos por atletas da base e poucas contratações.

Ao todo, foram 12 saídas. Na Libertadores, o zagueiro Sergio Otálvaro e o volante Richard Ortiz, suspensos, são desfalques certos. O centroavante Roque Santa Cruz, lesionado, ainda não tem previsão de retorno.

Fonte: AgoraRN