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Política

“Ficou claro que o intuito da CPI da Asfixia era matar a CPI da Pandemia”, afirma Wilker, criticando o início do recesso parlamentar sem a abertura da comissão investigadora

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Na última Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) do primeiro semestre de 2021, o deputado estadual Wilker Barreto criticou nesta quinta-feira, 15, o fato da Casa Legislativa não abrir a CPI da Asfixia antes do recesso parlamentar de quinze dias, que se inicia nesta sexta-feira (16) e vai até o dia 31 de julho. Para o parlamentar, a decisão do Legislativo em não investigar os atos do Executivo durante a pandemia da Covid-19 é uma demonstração da falta de respeito ao povo amazonense.

Em seu pronunciamento, Wilker lamentou o fim dos trabalhos legislativos sem colher as duas assinaturas que restam para a instauração da CPI para apurar todos os contratos e gastos feitos pelo Executivo desde o início da pandemia, compreendido no período de março de 2020 até o fim das atividades da comissão.

“Hoje é a última sessão deste semestre legislativo e esta Casa poderia estar produzindo mais. Ninguém mais tocou no assunto CPI da Asfixia, proposta pelo próprio governo. Hoje, ficou claro para mim e para sociedade que o intuito da CPI da Asfixia era simplesmente matar a CPI da Pandemia, que já tinha sete assinaturas, isso é uma demonstração da falta de respeito com o povo”, ponderou Barreto.

O deputado disse estar incomodado com as decisões do Parlamento estadual como, por exemplo, em aprovar em Plenário o empréstimo de R$ 1,5 bilhão do Governo, mas a base não conseguir colher as duas assinaturas necessárias para a instauração da CPI da Asfixia.

“A votação do empréstimo de R$ 1,5 bilhão foi ofensiva. Parece que esta Casa não tem interesse em dar uma satisfação para o povo do Amazonas, quero me posicionar para que os colegas deputados assinem com mesmo afinco e empenho a CPI da Asfixia como votaram ontem o empréstimo de um bilhão e meio”, cobrou Wilker.

Texto: Dayson Valente