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Amazonas

Com 5 novos casos, sobe para 24 nº de pacientes com síndrome associada à ‘doença da urina preta’ no AM

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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) recebeu, nesta sexta-feira (27), mais cinco casos notificados de rabdomiólise em Itacoatiara (distante 176 quilômetros de Manaus).

A síndrome está associada à Doença de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, já que a maioria dos pacientes consumiu peixes antes de apresentar os sintomas.

Ao todo, são 24 casos notificados da doença pelo município. Em Itacoatiara, dos cinco casos, três seguem internados no Hospital Regional José Mendes.

Todos os casos são pertencentes à mesma família, são quatro adultos (duas mulheres e dois homens) e uma criança de um ano e sete meses, que residem na Vila do Novo Remanso, zona rural de Itacoatiara.

Em Manaus, também se encontram internados em um hospital da rede pública, o paciente oriundo de Caapiranga, sexo masculino, 65 anos, e outro residente da capital, 69 anos.

De acordo com a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/FVS-RCP), Liane Souza, o surto em Itacoatiara foi confirmado para rabdomiólise, sem registro de casos graves e óbitos pela doença.

Consumo de peixes

O infectologista da FMT, Antônio Magela, explica que a síndrome de rabdomiólise é uma condição caracterizada por lesão muscular aguda. Quando relacionada à ingestão de peixes, ela é chamada de Doença de Haff.

De acordo com ele, os casos de Itacoatiara indicam ser a Doença de Haff. Apesar de ser conhecida como “doença da urina preta”, a Secretaria de Saúde informou que esse sintoma não foi identificado em nenhum paciente, até o momento.

A investigação apontou características em comum nos casos: a identificação deles em núcleos familiares, consumo prévio de peixes e casos com quadro agudo.

“Felizmente, a identificação precoce dos casos e o tratamento adequado estão fazendo com que a evolução seja a mais benigna possível, sem trazer muito risco à saúde das pessoas que adoeceram. Embora seja uma condição clínica que exija bastante cuidado”, disse.

Investigação ainda não aponta contaminação de peixes

A secretária de Saúde de Itacoatiara, Rogéria Aranha, informou que a investigação epidemiológica observou que os pacientes consumiram peixes antes de apresentarem os sintomas, mas ainda não é possível apontar que o alimento estava contaminado.

De acordo com ela, serão abertas linhas de pesquisa junto com os estudiosos pra tentar identificar a causa da infecção.

“Enquanto nós não conseguimos identificar cientificamente a causa, nós estamos fazendo essa busca ativa. Orientando os cuidados com o preparo do alimento e uso racional da informação. A gente não pode causar na população um medo”, informou.

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