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Ídolo FC: Messi e Cristiano Ronaldo levam milhões de torcedores para novos clubes

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Caio Andrade tem 21 anos e é fã de futebol. Vascaíno, também acompanha o futebol europeu. Durante um tempo, colecionou camisas do Real Madrid. Depois, comprou a alvinegra da Juventus. Segundo ele, assim que tiver oportunidade, a próxima da coleção será a do Manchester United. Não é que mude de time a todo instante. Ele apenas segue Cristiano Ronaldo onde o português estiver.

Iguais a ele, são milhões espalhados pelo mundo, cuja fidelidade não se prende mais a cores, e sim a rostos. Quando os donos desses rostos resolvem ser protagonistas na janela de transferências, levam com eles uma legião. Elevam o patamar dos clubes de destino e deixam um vazio no lugar de onde partiram.

Comprar camisas, como faz Caio, que tem seis do Real Madrid e uma da Juventus, é apenas uma maneira do torcedor mostrar fidelidade ao ídolo. Outra, de graça, à custa de poucos cliques, é a migração nas redes sociais. Clubes disputam seguidores e engajamento. Astros do patamar de Messi e Cristiano Ronaldo afetam diretamente as métricas.

Dados levantados pela agência de marketing esportivo Samba Digital, responsável pelas redes sociais de clubes como PSG, Everton, Liverpool, Tottenham, Juventus, Monaco e Lyon, mostram o efeito da chegada de Messi ao Paris Saint-Germain. O número de interações (curtidas e comentários em postagens) no Instagram do clube em julho foi de 51 milhões. Em agosto — Messi foi anunciado no dia 10 —, esse dado saltou para 240 milhões. Quem perde o astro também vive boom de interações. O Barcelona subiu de 109 milhões em julho para 193 milhões em agosto.

O número de seguidores também é um bom termômetro dos efeitos da chegada de Messi ao Parc des Princes. O Paris Saint-Germain, mesmo tendo no elenco dois dos jogadores mais populares do mundo, Neymar e Mbappé, ainda estava atrás do Manchester United neste quesito. Em dois dias com Messi, ganhou seis milhões de seguidores e ultrapassou um dos clubes mais populares do mundo — chegou a 44 milhões, contra 42 do Manchester United.

Monopólio inglês

Mas o clube inglês também se movimentou na janela e contratou o maior jogador do mundo, maior até mesmo que Messi, ao menos em termos midiáticos. No dia seguinte ao anúncio de Cristiano Ronaldo, com uma simples montagem, o Instagram dos Red Devils ganhou três milhões de seguidores. Esse número deve se multiplicar quando o português estrear. Com CR7 em Manchester e Messi em Paris, a batalha virtual seguiu. Às 21h de ontem, o placar estava em 49,6 x 45,9 milhões para os franceses.

— Entre as três opções que o Cristiano tinha (Manchester City , PSG e United), o United é que tem o time mais fraco e o que mais oscila — lamenta Caio Andrade, mais preocupado em vê-lo ganhando novamente a Champions e sendo eleito melhor do mundo do que com a bela história de retorno à antiga casa.

Caio Almeida é grande fã de Cristiano Ronaldo Foto: Arquivo pessoal
Caio Almeida é grande fã de Cristiano Ronaldo Foto: Arquivo pessoal

As transferências de Messi e Cristiano Ronaldo criaram uma nova dinâmica nas principais ligas nacionais da Europa. Defensores da Superliga, Barcelona e Real Madrid perderam espaço e o Campeonato Espanhol, depois de décadas, não terá nenhum jogador entre os dez melhores da eleição mais recente da Fifa. Somente a possível transferência de Mbappé para o Real Madrid pode mudar isso.

Quem passa a monopolizar ainda mais os grandes jogadores do mundo é a Inglaterra. Com Cristiano Ronaldo no United, seis dos dez melhores de 2020 jogam a Premier League. Na sequência, vêm o Francês, com três jogadores (Messi, Neymar e Mbappé) e o Alemão, com Lewandowski.